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Yoga

Minha jornada no Yoga - por Thiago Goulart 

 

Meu caminhar nesta vida foi fortemente transformado pelo Yoga, que foi revirado de cabeça para baixo, em todos os sentidos, por duas “vertentes” espirituais da Índia, o ashtanga vinyasa yoga como ensinado por Pattabhi Jois, na linhagem de Krishnamacharya e, nestes últimos 3 a 4 anos, pelos ensinamentos e práticas do Tantra Shivaita Não-Dual.
Na fusão cósmica e individual, uma dando suporte ou sustento a outra, onde capto estas forças do cosmos através de meu sādhana, veio a expressão da minha prática hoje em dia, através do que eu batizei de Vinyāsa Tantrikā Yoga, que tenho trabalhado, lapidado nestes últimos tempos.

Shiva, expresso através do que aprendi com o guru Sharath Jois de Mysore sul da India, e Shakti, através dos ensinamentos de Tantra, Shivaísmo da Cachemira e Anusara Yoga que tive com minha “gurua”, Greta Hill.

Agradeço de coração a cada dia a estes dois, expressões plenas de Shiva e Shakti, pelos ensinamentos que suportam meu sādhana, minha prática cotidiana para uma compreensão maior e mais profunda do receptáculo que é a consciência, divina, egóica, humana e que adora granola com bananas e mel.

O caminho está aberto pela benção dos mestres. Cabe a mim seguir as setas que apontam para a realização última do Ser essencial.
Namaskar.

“God is the Source.
Raja yogi is not only Asana control, but mind control.”
Sharath Jois

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aṣṭāṅga viṅyāsa Yoga (para entender a prática)
por Cathia Karin Heuser

O Astānga Yoga é o método ensinado por Śrī K. Pattabhi Jois em Mysore, cidade localizada no estado de Karnataka, sul da Índia, e é uma prática gradual que segue uma maneira correta de conectar respirações e posturas em uma seqüência fluida e meditativa.Ao todo são seis séries que, praticadas na sua correta ordem, abrem a mente, os canais sutis e o corpo.Cada série abre um aspecto particular do corpo e da mente. A primeira série chama-se Yoga Chikitsa (ou Yogaterapia), que purifica principalmente o corpo físico e a espinha, limpando os canais de energia. Também constrói fundações, trazendo força física considerável e maior equilíbrio aos praticantes, que são extremamente flexíveis. Une flexibilidade e força, firmeza e relaxamento, discernimento e aceitação.
A série intermediária é chamada de Nadi Shodhana, ou purificação, pois limpa e abre as nadis, correntes de prāna, a energia sutil, e também purifica e fortalece os nervos.As outras séries, que em conjunto chamam-se Sthira Bhagah Samapta (que significa divina estabilidade), trazem ao praticante mais concentração, elevando a força a novos níveis, e com isso um fluxo maior de energia é direcionado ao sushumna nadi, o canal central.Os bandhas agem em conjunto com um tipo de respiração chamado ujjayi, que também gera calor, o qual purifica órgãos e músculos, expelindo toxinas indesejáveis, liberando hormônios e minerais que nutrem o corpo quando o suor é esfregado de volta na pele. A respiração regula o vinyasa e assegura a circulação eficiente do sangue.Respirando e movimentando-se, enquanto se executa os āsanas, eleva-se a temperatura do sangue, ou, como diz Pattabhi Jois, ferve o sange. O sangue grosso é sujo e causa doenças no corpo. O calor gerado pela prática de Astānga Vinyasa Yoga limpa o sangue e o torna mais fino, para que assim possa circular mais livremente. A combinação dos āsanas com movimento e respiração faz com que o sangue circule livremente pelas juntas, dissipando as dores do corpo. Quando ocorre má circulação, a dor aparece. O sangue mais quente também passa por todos orgãos internos, removendo impurezas e doenças, que são trazidas para fora do corpo pelo suor que ocorre durante a prática.O que segue são aspectos que Pattabhi Jois enfatiza como os componentes principais do Astānga Yoga.

 

Os seis venenos

Um aspecto vital da purificação interna que Pattabhi Jois ensina é relacionado com os seis venenos que cercam o coração espiritual. No Yoga Shāstra, é dito que Deus habita em nosso coração na forma de luz, mas que esta luz é coberta por seis venenos: kama (desejo), krodha (raiva), moha (desilusão), lobha (ambição), matsarya (inveja) e mada (preguiça). Quando a prática do Yoga é mantida com grande empenho e dedicação por um longo período de tempo, o calor gerado por ela queima esses venenos e a luz da nossa natureza interior vem à tona.Depois que o corpo é purificado, é possível purificar o sistema nervoso, e então os orgãos dos sentidos. Esses primeiros passos são muito difíceis e necessitam de muitos anos de prática. Os órgãos dos sentidos estão sempre voltados para fora, e o corpo está sempre cedendo à preguiça. Contudo, através da determinação e aplicação na prática, eles podem ser controlados. Após isto ser alcançado, o controle da mente é obtido automaticamente. O vinyasa cria a fundação para que isso ocorra.

 

Tristhana

Significa os três lugares de atenção ou ação: a postura (āsana), o sistema de respiração e movimento (vinyasa) e a focalização do olhar (drishti). Esses três componentes são muito importantes para a prática do Astānga Vinyasa Yoga, e cobrem três níveis de purificação: do corpo, do sistema nervoso e da mente, e são sempre executados em conjunto.Os āsanas purificam, fortalecem e dão flexibilidade para o corpo. Respiração é rechaka e puraka, que significa exalar e inspirar. Tanto a inspiração quanto a exalação devem ocorrer de forma uniforme e estável, e o tempo da inspiração deve ser o mesmo da exalação. Respirando dessa maneira se purifica o sistema nervoso.Respirações longas e uniformes irão fortalecer nosso fogo interno, aquecendo o corpo, que por sua vez aumenta a temperatura do sangue, ocorrendo assim a purificação física e também a queima de impurezas no sistema nervoso. Respirando longa e regularmente aumentamos o fogo interno e fortalecemos o sistema nervoso de uma maneira controlada e em um ritmo gradual. Quando esse fogo está fortalecido, a nossa digestão, saúde e tempo de vida aumentam. Inspiração e exalação desreguladas, ou respiração muito rápida, irão criar um desequilíbrio nas batidas do coração, afetando ambos, corpo físico e sistema nervoso autônomo.De acordo com os ensinamentos de Śrī Krishnamacharya e Śrī Pattabhi Jois, “respiração é vida”. Respirar é o nosso ato mais fundamental e vital e possui uma essência divina.

 

 

Texto extraído da página ​www.mangalam.com.br/textos/ashtanga-vinyasa-yoga.